Pedalando pela cidade

Viver em São Paulo não é tarefa fácil. É uma cidade barulhenta, agitada, extremamente populosa, poluída e, claro, congestionada. Como em todo Brasil (e como não dizer no mundo), tem uma política que não preza pela qualidade de vida, nem pelo bem estar de sua população.

Como um presente (merecendo eu ou não), no ano passado pude trabalhar perto do casa, o que me fez vivenciar muito pouco os transtornos ofertados por nossa cidade. E, agora em 2012, estou mais perto ainda, precisando me deslocar por menos de 1Km até meu ganha pão. Mesmo assim, vendo, lendo e ouvindo sobre tudo o que acontece nas ruas, adiei por mais de um mês minha adesão a uma vida mais ativa. Até então, continuei indo trabalhar de carro, cada dia me valendo de um pretexto diferente.

Porém, ontem foi o dia de dar o primeiro passo: carro na revisão, filha na casa dos avós, tempo bom, sem chuva e nem extremo calor… peguei a bicicleta do meu irmão, que já estava emprestada há 6 meses, e parti para o trabalho.

Fazia muito tempo que não me cansava como me cansei, que não despendia tanta energia como despendi fazendo isso. Mas foi uma delícia poder remar contra maré. Ter o som do motor, as buzinas, as freadas apenas como música de fundo. Muito bom poder sentir o vento, interagir com a paisagem e estabelecer outra relação com o ar. Até a fumaça do carro da frente, que seria um incômodo por pelo menos um minuto se eu estivesse em meu automóvel, simplesmente passou, foi embora na mesma velocidade com a qual chegou.

Delícia também foi poder ficar longe do estresse da greve dos caminhoneiros, enquanto a cidade corria atrás de postos de combustíveis que ainda tivessem uma gotinha de gasolina para vender.

Sei que foi apenas um dia. Hoje já apareceu uma carona quando estávamos na porta, prontos para irmos a pé. Na semana que vem estaremos com o carro novamente e é muito provável que acabemos utilizando-o com praticamente a mesma frequência. Mas foi muito bom plantar a semente! Espero poder regá-la sempre!

Mariana Tambara

Sobre dotamanhodeumbotao

Mariana Tambara. Professora, pedagoga, esposa, mãe, mulher... nesta ordem e em outras também, com vontade de pensar, falar, discutir, entender, questionar, criticar educação. Convido todos os visitantes a fazer o mesmo. Vamos?
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