Qual é a cor do amor?

Esta semana minha coordenadora pediu que eu adaptasse um livro para uma apresentação de fantoches que aconteceria em um evento no colégio. Ficou bonitinho, quero compartilhar com aqueles que me acompanham aqui:

Qual é a cor do amor?

(Texto adaptado do livro de Linda Strachan)

Numa manhã linda e ensolarada, o elefantinho cinzento acordou com uma grande dúvida: qual seria a cor do amor? Resolveu, então, sair pela floresta para encontrar a resposta. Caminhando, encontrou o elefante e perguntou:

- Vovô elefante, qual é a cor do amor? Será que é verde?

O velho e carinhoso avô, conhecendo bem o verde das árvores e da grama, respondeu:

- Não sei se isso é verdade, mas a grama é verde, então, talvez, o amor seja de outra cor… talvez azul…

O elefantinho cinzento, querendo confirmar a resposta do vovô elefante, saiu à procura de outro amigo para perguntar. Logo encontrou o tigre:

- Amigo tigre, qual é a cor do amor? Será que é azul?

O tigre pensou, deitou-se, rolou pela grama, pensou mais um pouco e, olhando para o alto, respondeu:

- Não sei a resposta, meu caro amiguinho; o céu é azul…, então, talvez, o amor seja de outra cor… talvez o amor seja amarelo!

O elefantinho cinzento não saiu satisfeito. Se o amor não é verde, não é azul, será que é amarelo? Caminhando e pensando, encontrou o preguiçoso leão, deitado em uma grande pedra, debaixo do sol:

- Amigo leão, qual é a cor do amor? Será que é amarelo?

O leão, muito cansado para brincar e dar atenção a quem passava, sem fazer muito esforço, olhou o pequeno e curioso elefantinho com apenas um olho, bocejou e respondeu:

- Uóóaaahhh!!! Este sol quente que está em cima de nós é amarelo, então, talvez, o amor seja de outra cor… Uóóaaahhh!!! Será que o amor não é vermelho?

- É, pode ser. – respondeu o elefantinho não muito convencido.

Andando e pensando nas cores, o elefantinho cinzento ouviu um barulho que vinha de cima de uma árvore. Era uma arara. Imaginando que a arara, por voar por toda a floresta, seria um animal sabido, resolveu confirmar:

- Amiga arara, qual é a cor do amor? Será que é vermelho?

A arara, olhando para suas penas e para as flores do galho em que estava, respondeu:

- O vermelho é das flores, o amor é brilhante… portanto, é bem simples: o amor é branco!

“Será?”, pensou o elefantinho cinzento. “Pode ser!”

E saiu, imaginando um amor branco. No caminho, encontrou a zebra. Para tirar a dúvida, resolveu confirmar:

- Amiga zebra, qual é a cor do amor? Será que é branco?

E a zebra, sem pensar muito, deu sua resposta:

- Não, o amor não é branco não! Eu acho que o amor é tão belo, que só pode ser cor-de-rosa!

“Cor-de-rosa? Como os flamingos!”, pensou o elefantinho cinza. “Vou perguntar a eles se eles são da cor do amor!”

E lá se foi mais uma vez pela floresta o curioso elefantinho cinzento. Chegando no rio, perguntou ao flamingo:

- Amigo flamingo, qual é a cor do amor? Será que é rosa como você?

- Não, não pode ser! O amor deve ser laranja como o pôr do sol à tardezinha!

“Oh, não”, pensou o elefantinho cinzento, “outra cor…”

Já era fim do dia. Desanimado e cansado, o elefantinho cinzento teve uma grande ideia:

- Já sei a quem perguntar!

Despediu-se do flamingo com suas pernas compridas, passou pela zebra na beira do rio e a agradeceu. Continuou seu caminho.

Foi até a pedra onde estava o leão, mas ele já havia encontrado uma sombra em outro lugar para continuar seu descanso. Tentou despedir-se também do tigre, mas ele já havia corrido atrás da caça.

Chegando à beira da água, molhou a pata e disse à sua mãe:

- Mamãe, será que alguém sabe qual é a cor do amor? Eu já tentei todas as cores, da grama às flores, do céu às nuvens, e até o sol lá em cima… Mas ninguém soube me dizer a cor do amor.

A mãe, com toda a delicadeza e compreensão disse:

- Qual é a cor do amor? Eu lhe digo, filhote: é tão escuro como a noite, tão brilhante como o sol. Pense numa cor e ali está o amor! O amor é toda cor, é tudo em todo lugar.

- Hã?

E a mãe continuou:

- Qual é a cor do amor? São todas as cores à nossa volta, porque nada mais importa quando você encontrou o amor!

O elefantinho cinzento ficou tão contente e satisfeito com a resposta, que correu para junto da mãe e deu-lhe um abraço!

Mariana Tambara

Sobre dotamanhodeumbotao

Mariana Tambara. Professora, pedagoga, esposa, mãe, mulher... nesta ordem e em outras também, com vontade de pensar, falar, discutir, entender, questionar, criticar educação. Convido todos os visitantes a fazer o mesmo. Vamos?
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